Durante um bom período, ouvimos muito de experts e estrategistas de conteúdo sobre uma palavrinha especial – PERSONA. Muita gente trouxe à tona a importância de se criar a persona de uma marca dentro de uma boa estratégia de marketing, posicionamento e criação de conteúdo.
Mas, afinal, será que você deve criar a sua persona mesmo?
Vamos aos fatos..
O que é persona?
De maneira resumida: é a personificação do seu cliente ideal. Isso significa: dar nome, idade, gostos, estilo de música preferida e tudo mais que descreva uma pessoa.
Pelo próprio termo inglês, “buyer persona”, entendemos que a sua definição não limita a nortear um setor – ela passa a ser importante para vendas, criação de novos produtos, para o marketing…
Mas, cuidado: persona não é a mesma coisa que público-alvo!
Público-alvo é uma definição mais genérica, na qual delimitamos por faixa etária, dados demográficos gerais que agrupam diversas pessoas num mesmo “parâmetro”.
Então, como exatamente definir a sua persona?
Já sabemos que é algo bem mais específico do que o público-alvo, mas podemos iniciar com algumas definições que usamos também para este, com um certo aprofundamento. Olha só:
- DADOS DEMOGRÁFICOS: Com o público-alvo, nós limitaríamos a definir uma faixa etária, por exemplo. Aqui, nós vamos definir uma idade exata! Assim como definiremos, também, o gênero, nome, renda (sim, salário exato ou outro tipo de renda), localização (cidade, se mora em bairro no centro ou afastado, por exemplo, casa ou apartamento, etc), status familiar (já casou? ainda mora com os pais? tem filhos? etc) e escolaridade.
- PROFISSIONAL: aqui, vamos falar o cargo, nível de especialização (se tiver), qual área de atuação, experiência, etc.
- ASPECTOS PSICOLÓGICOS: quais são as crenças e os valores dessa pessoa? quais são as suas metas? qual a visão de mundo que ela têm? (em alguns casos, é importante até delimitar posicionamento diante de política, questões ambientais, etc)
- ASPECTOS EM EVOLUÇÃO: aqui entra questões estratégicas! A famosa pergunta “Quais são as dores do seu cliente?”entra aqui! Esses desafios, problemas e aspectos que essa pessoa procura evoluir/desenvolver podem ser em diferentes áreas e, sem dúvida, podem influenciar na relação com a sua marca.
- CONSUMO DE INFORMAÇÃO: como essa pessoa consome informação? É viciada em Instagram? Gosta de assistir TV? Assina algum jornal físico ou digital? Qual o hábito de consumo de informação dela? Segue influenciadores? Se inspira neles?
- HÁBITOS DE CONSUMO: essa pessoa costuma comprar apenas pela internet? Pesquisa muito antes de comprar algo? O que ela mais costuma comprar “sem pensar'”? O que faz com que ela desista de comprar?
Devo criar a persona da minha marca?
A resposta (como na maioria das vezes) é: depende.
A ideia de criar uma persona é para auxiliar – mas, muitas vezes, ela pode te atrapalhar.
Por que?
Porque, ainda que você tenha ideia do cliente ideal, é fato que sua comunicação não atinge pessoas tão similares assim.
Então, focar apenas na persona pode trazer prejuízos em seu posicionamento e forma de se comunicar!
Mas, é claro que o processo de definição de persona é super importante. Ele pode ajudar no processo de definição do seu posicionamento de marca, em como você deseja que ela seja vista e de que forma você deseja se comunicar também!
RESUMINDO: não se prenda a uma definição, mas utilize os recursos que ela pode te trazer para melhorar sua comunicação! ?