Calma, não é um texto sobre culinária ou sobre panelas Tramontina.
Na verdade, eu quero falar sobre essa entidade, instituição ou organização não oficialmente registrada, porém socialmente reconhecida: as panelinhas.
Eu não faço parte de panelinhas. Ok, eu tenho algumas conexões muito fortes com algumas pessoas, mas nada que caracterize a famosa panelinha. Eu diria que uma panelinha, em tese, é a união entre pelo menos 3 (eu afirmaria melhor em 4) pessoas e estas, haja o que houver, doa em quem doer, custe o que custar, estarão sempre se defendendo.
É tipo um clã, sabe?
Ou como aqueles grupos de fãs alucinados que defendem seus ídolos ainda que eles cometam as mais variadas atrocidades rs.
Seria nossa vida moldada por panelinhas?
Quem é melhor ou pior, quem ganha ou perde, quem influencia mais… quem, só de existir e respirar, já tem seus fieis seguidores defendendo.
Às vezes, eu tenho a impressão de que a política é um conjunto de panelinhas. Os “bem sucedidos” influenciadores atuais, grandes ou pequenos, também. Os fãs, como já disse, de determinados cantores, artistas, atletas.
Afinal, então, todos nós, pra vivermos em sociedade, fazemos parte de (pelo menos) uma panelinha?
Ainda que algumas delas sejam viáveis e inevitáveis, como lidar com aquelas menores, mas de peso enorme, que acontecem no dia a dia? Aquela panelinha da escola, do trabalho, da academia que a gente frequenta.. Sinceramente, eu não sei. Essa pessoa aqui que vos escreve é péssima neste sentido (foi mal, rs).
Mas, se eu pudesse te dar um conselho: tenha a sua panelinha se você não está acostumado com a solidão. E se você não liga, ainda assim, encontre a sua. Nem que ela seja um livro, uma série ou um grupo de amigas como Miranda, Samantha, Carrie e Charlotte.

Porque, no fim das contas, talvez as panelinhas sejam parte inevitável das nossas interações sociais, afinal a gente sempre tem aquele sentimento de precisar pertencer à algo e tá tudo bem. Nem sempre é algo ruim; às vezes, é apenas um jeito de se sentir mais seguro em um mundo vasto e imprevisível. Mas é importante lembrar que, embora as panelinhas possam nos proteger, elas também podem nos “cozinhar” e limitar, nos afastando de novas experiências, pessoas ou sentimentos diferentes.
Se eu pudesse te dar um conselho, seria este: não tenha medo de fazer parte de um grupo, mas também não permita que ele defina seus limites. Esteja aberto a novas conexões, mas, se a solidão pesar, saiba que ter uma ‘panelinha’ pode ser uma forma de encontrar companhia e apoio – desde que ela não te isole de tudo o mais.