Bienal do livro 2026 | livros que comprei, experiência e etc

Bienal do livro 2026 | livros que comprei, experiência e etc

Oie 🙂


Essa é a milésima vez (ou talvez mais) que eu tento ressuscitar esse blog rs. A verdade é que eu tenho muitas ideias sobre o que escrever, mas sempre acho que ninguém vai ler e ninguém liga mais para isso. Só que eu gosto er esolvi – mais uma vez – que vou tentar voltar! Esse texto também vai para a minha newsletter (Caminhos & Devaneios) e, por enquanto, acredito que meus textos aqui serão replicados lá (e vice-versa). Se você quiser assinar, é só acessar ela aqui.

E o post para reinaugurar esse espaço é nada mais, nada menos do que sobre a Bienal do Livro desse ano (2026) 🥹

Bienal 2026: minha experiência no geral

Se você não me conhece muito, é bom que já saiba: eu vou na Bienal do livro praticamente todos os anos (que ela acontece em São Paulo, ou seja, de dois em dois anos) e isso acontece desde que eu sou pequenininha. Minha mãe sempre levou eu e minhas irmãs desde que eu me conheço por gente (algumas vezes, claro, eu ia de excursão com a escola).

Esse ano, como sempre, não deixamos de marcar nossa presença. Geralmente, a gente vai mais para os últimos dias. Dessa vez, aproveitamos as férias da minha irmã e a véspera de feriado (domingo, 06 de setembro) para irmos e talvez isso tenha influenciado um pouco na experiência no geral rs.

A gente super sabe que a Bienal é MUITO cheia toda edição. Mesmo nos dias finais ou em dias de semana, não tem jeito: tá sempre cheio. É um evento grande e muito famoso, com uma trajetória aí de longos anos – é óbvio que isso atrai as mais diversas pessoas. E é ótimo saber que a literatura e os livros ainda são tão procurados pelo público.

Mas eu preciso confessar que esse ano estava um pouco além do que eu esperava 🥲😅

Nós não chegamos logo cedo… Chegamos em São Paulo perto das 13h e paramos no shopping almoçar antes de ir na feira – porque sim, é difícil comer lá dentro, não são muitas opções, é sempre cheio e o preço pode variar, mas geralmente é alto. Depois, fomos para o evento e estávamos de carro e aí começou a saga do estacionamento rs O estacionamento mais próximo da Bienal não indicava logo que estava cheio e, por isso, ficamos um bom tempo no caminho, na fila de carros, para tentar entrar e, quando chegamos mais perto, vimos a placa escrito que estava com vagas esgotadas. Ou seja, ponto 1: seria muito melhor se, logo quando a fila de carros fica “separada” (sem possibilidade de voltar), tivesse um painel que falasse já em tempo real que o estacionamento x estava lotado.

Tivemos que estacionar no sambódromo (que estava funcionando como estacionamento) e ficaríamos BEM longe da entrada da feira – precisaríamos atravessar o sambódromo de van. Aí meu pai percebeu que muitos carros já estavam indo embora e vindo de lado do outro lado. Arriscamos ir com nosso carro até mais lá no início e conseguimos (ainda bem!) vaga bem lá no comecinho do estacionamento e só precisamos atravessar a avenida mesmo para chegar na feira. O estacionamento estava R$ 90 para carros.

Enfim, hora de entrar na feira. Isso já era 15h (ou um pouquinho mais).
Não tinha fila (o que foi ótimo rs). Mas logo percebemos que tava tudo beem lotado. Logo na entrada, depois da catraca, muita gente sentada no chão – tava até difícil andar e não ter medo de pisar em alguém. Resolvemos escolher as principais editoras para começar (Cia. das Letras, Intrínseca, etc). No caminhos, os corredores já estavam assustando um pouquinho – tava tudo muito cheio! Quando a gente chegou nos stands, mais um susto kkkk uma fila gigante pra entrar e mais outra gigante pra pagar.

Preciso confessar que isso, no fundo, dá um baque porque a gente não consegue andar com a tranquilidade de quem gosta de rodar vendo capas, títulos e livros além do que a gente já conhece e tem na lista. Na hora que entramos nos stands, aquela loucura – quase não dava para passar, parar e ver realmente os livros, todo mundo se trombando rs Como eu já disse: eu já fui outras vezes em que estava muito cheio, mas acho que essa edição passou um pouquinho 😆

E o próximo tópico importante: preços.

Já adianto que se você vai pensando que vai comprar os livros da sua lista por um valor mais em conta, eu lamento, mas provavelmente isso não vai acontecer… a maioria dos livros que vi e que tenho salvo na Amazon, estavam com pelo menos R$ 20 a mais no valor nos stands (alguns com uma diferença de até R$ 30/R$ 40… ). Juro que no começo pensei que não ia trazer nenhum livro dessa vez 😅 Mas, no fim (e já entrando na próxima parte), eu acabei comprando 6 livros que estavam com uma diferença entre R$5 a R$10 reais do que eu estava vendo na internet..

Livros que comprei na Bienal

Essa é a minha wishlist literária de 2026 e ela que levei de base para a Bienal desse ano. Dessa lista aí, eu trouxe 3 livros! Mas, sim, a maioria deles eu vi lá feira – só não trouxe especialmente pelo valor.

Então, quais foram os livros que eu trouxe dessa vez? ✨

  1. Tudo sobre o amorbell hooks
  2. O ato criativo: uma forma de serRick Rubin
  3. A morte é um dia que vale a pena viverAna Claudia Quintana Arantes
  4. VertigemLela Brandão
  5. Amar é assimDolly Alderton
  6. O homem que morreu duas vezesRichard Osman

Tudo sobre o amor | Bell Hooks

Esse aqui era o primeiro da minha lista. Eu queria MUUUITO esse livro rs. E eu vou explicar: primeiro, porque eu queria muito ler bell hooks, ok? E, sem dúvidas, os outros livros dela estão em minha lista!! Mas o que me fez começar por esse aqui tem nome, sobrenome e músicas (de amor) lindíssimas: Olivia Dean.

Olívia é minha obsessão atual (de verdade) e, provavelmente, eu vou falar mais dela em outros posts. Mas eu já vi algumas vezes ela falando desse livro – inclusive, ele está no clipe de So Easy (To Fall In love). E aí que obviamente fiquei convencida de que precisava ler 😌

Pelas resenhas e vídeos que já vi sobre o livro, bell hooks não traz o tema do amor apenas daquela forma sutil, romantizada e cheia de “flores” que estamos acostumadas a ler. Tão pouco uma versão masculinizada… Ela fala da capacidade de transformação que o amor pode causar não só dentro de uma visão sexualizada ou de um relacionamento amoroso, mas o amor de maneira prática, no dia a dia e enquanto instrumento na sociedade.

Nem preciso dizer que é o primeiro que já comecei a ler, né? Em breve, trago mais sobre ele! ✨

O ato criativo: uma forma de ser | Rick Rubin

Esse foi outro livro que entrou na lista por motivos bastante óbvios: eu ando pensando MUITO sobre criatividade.

Não só sobre criar conteúdo, mas sobre o que significa, de fato, ser uma pessoa criativa. Acho que depois de alguns anos trabalhando com marketing, passando por jornalismo, redes sociais, dados, dança, escrita e agora tentando entender melhor esse universo de criação de conteúdo, comecei a perceber que criatividade aparece em praticamente tudo que eu faço.

E aí o Rick Rubin apareceu na minha frente falando justamente sobre isso.

O que mais me chamou atenção na proposta do livro é que ele não parece tratar a criatividade como uma habilidade exclusiva de quem trabalha com arte. A ideia é muito mais ampla: criar também é uma forma de perceber o mundo.

E isso me interessa MUITO.

Tenho pensado cada vez mais sobre como a gente se acostuma a buscar referências, fórmulas, tendências e “o jeito certo” de fazer as coisas e, no meio disso tudo, às vezes esquece de prestar atenção no que realmente desperta alguma coisa dentro da gente.

Então esse é outro livro que chegou em uma hora bastante específica da minha vida. E estou curiosa para descobrir o que ele vai me fazer pensar daqui para frente.

A morte é um dia que vale a pena viver | Ana Claudia Quintana Arantes

Esse aqui foi, talvez, a compra mais diferente das outras.

Não porque eu não tenha interesse pelo assunto, mas justamente porque não é um tema que eu costumo procurar espontaneamente nas minhas leituras. O título, por si só, sempre me pegou.

A morte é um dia que vale a pena viver.

É uma frase meio impossível de ignorar, né?

Acho que existe alguma coisa muito interessante em livros que nos fazem parar por alguns segundos antes mesmo de começar a leitura. E esse foi um deles.

Também gosto da ideia de ler alguma coisa que nos obrigue a olhar para um assunto que a gente normalmente tenta colocar para longe. Afinal, falar sobre morte também é, de alguma maneira, falar sobre vida, escolhas, tempo e sobre o que a gente está fazendo com os dias que tem.

Ainda não sei exatamente o que vou encontrar aqui e talvez essa seja justamente a graça.

Vertigem | Lela Brandão

Esse foi um daqueles livros que eu vi e imediatamente quis ter. Não vou fingir que não sou influenciada por capas bonitas porque, infelizmente, sou. 😂

Mas, além da estética, eu já tinha curiosidade pela Lela e pelo trabalho dela. E Vertigem acabou entrando naquela categoria de livro que eu quero ler com calma, sem necessariamente estar procurando uma resposta específica. Talvez porque eu esteja numa fase meio vertiginosa também.

Tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo: trabalho, criação de conteúdo, dança, projetos, vontades, ideias novas… e, ao mesmo tempo, aquela sensação de que a vida está andando rápido demais. Então achei curioso encontrar um livro chamado Vertigem justamente agora.

Às vezes a gente escolhe um livro e só depois percebe que, de alguma forma, ele conversa com o momento em que a gente está vivendo, né? Veremos rs.

Amar é assim | Dolly Alderton

Aqui entramos em uma categoria que eu definitivamente não preciso justificar. 😂 Eu gosto muito da Dolly Alderton rs.

Já tinha lido Tudo que eu sei sobre o amor e gosto justamente dessa maneira que ela tem de falar sobre relacionamentos, amizade, amadurecimento e as confusões da vida adulta sem transformar tudo em uma grande lição de moral. E talvez seja por isso que Amar é assim tenha entrado na minha lista.

Eu gosto de livros que conseguem falar sobre amor sem fazer parecer que existe uma fórmula para ele. Porque, sinceramente? Depois dos 30, a gente já percebe que relacionamentos são muito menos sobre encontrar a pessoa perfeita e muito mais sobre entender quem a gente é, o que quer, o que não quer mais e todas as coisas que aprendemos pelo caminho.

Estou curiosa para descobrir o que a Dolly vai me entregar dessa vez. 🤍

O homem que morreu duas vezes | Richard Osman

E, para fechar, uma coisa completamente diferente: um mistério. Eu conheci a série dos Thursday Murder Club meio por acaso e acho muito gostoso quando um livro consegue ser divertido sem exigir que você esteja necessariamente procurando uma grande reflexão existencial.

Às vezes a gente só quer sentar, ler uma história e descobrir quem diabos fez isso. 😂

O homem que morreu duas vezes é o segundo livro da série e, como eu já tinha gostado da proposta do primeiro, acabou entrando na lista. Aliás, acho que esse é um dos motivos pelos quais eu gosto tanto de montar listas de livros: elas nunca ficam muito coerentes.

Tem bell hooks, Rick Rubin, um livro sobre morte, Lela Brandão, Dolly Alderton e um mistério policial.

E, de alguma maneira, isso parece bastante comigo.

E no fim, valeu a pena ir à Bienal?

Apesar de tudo, sim.

Eu saí de lá um pouco cansada, um pouco assustada com os preços, com a sensação de que poderia ter aproveitado melhor se estivesse menos cheio e, claro, carregando seis livros que definitivamente não estavam exatamente nos meus planos iniciais. 😂

Mas também saí feliz.

Até porque, a melhor parte da Bienal nem sempre é necessariamente comprar livros, né? Mas eu amo estar naquele lugar e perceber que ainda existe um monte de gente interessada em histórias. Gente procurando livros, discutindo autores, esperando para entrar em estandes, participando de eventos, carregando sacolas e mais sacolas.

E acho que isso sempre me emociona um pouquinho.

Eu cresci indo à Bienal com a minha mãe e minhas irmãs. Então, de certa maneira, sempre que eu volto, todo ano, eu acabo me reencontrando com uma versão muito pequena de mim que provavelmente ficaria muito feliz sabendo que, décadas depois, eu ainda estou fazendo exatamente a mesma coisa: entrando em uma feira de livros e tentando decidir quais histórias levaria para casa.

Detalhe: só que agora eu pago meus próprios livros. 😂

Quem sabe essa seja uma das coisas mais bonitas de crescer: perceber que algumas versões da gente mudam completamente, enquanto outras continuam exatamente onde sempre estiveram.

No meu caso, aparentemente, uma delas ainda está procurando livros. 🤍


E agora começa a parte boa…

Dos seis livros, já comecei Tudo sobre o amor e estou bem curiosa para os outros.

Então provavelmente esse não vai ser o último post sobre eles por aqui.

Quero compartilhar o que estou achando das leituras, talvez fazer algumas resenhas mais completas, falar dos livros que entraram na minha wishlist e, quem sabe, voltar aqui daqui a alguns meses para contar quais desses seis realmente valeram a compra.

Porque comprar livro é sempre muito fácil, o verdadeiro desafio é ler todos eles. 😂

Até a próxima. ✨

Caminhos & Devaneios / Caetania, oficialmente ressuscitados.

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